Inspirado pelo avô, Sidnei Schuc construiu a SMEC no interior de Porto Vera Cruz, conquistou premiação na Expointer e hoje leva genética animal para todo o Brasil.
Após 28 anos na John Deere, Sidnei Schuc decidiu seguir um caminho diferente. O que para muitos poderia parecer uma aposta arriscada, para ele era a realização de um sonho que nasceu ainda na infância e que carregava um significado muito especial: dar continuidade ao legado deixado pelo avô.
Natural de Horizontina, Sidnei cresceu admirando o trabalho de Elvido Edmundo Reckziegel. Foi dele que herdou o amor pelos animais, pela vida no campo e a vontade de construir algo próprio. Mesmo formado em Engenharia Mecânica e consolidado profissionalmente em uma das maiores fabricantes de máquinas agrícolas do mundo, nunca abandonou esse sonho.
Com planejamento, dedicação e apoio do crédito cooperativo, começou a investir em terras, pastagens e genética animal. A aposta ganhou raízes na Linha La Salle, interior de Porto Vera Cruz, município da Fronteira Noroeste com cerca de 1,5 mil habitantes.
Foi ali, entre as paisagens próximas ao Rio Uruguai e as características climáticas favoráveis da região, que nasceu a SMEC. O nome da empresa carrega as iniciais de Sidnei, da esposa e das filhas, simbolizando um empreendimento construído em família e para a família.
Ano após ano, o projeto cresceu. O que começou como uma paixão transformou-se em uma propriedade voltada à excelência genética, trabalhando com animais das raças Angus, Brangus, Braford, Hereford, Nelore e Brahman, além da criação de cavalos. Atualmente, o plantel reúne aproximadamente 500 animais.
O investimento constante em genética, manejo e tecnologia logo começou a dar resultados. Hoje, a genética produzida em Porto Vera Cruz atende clientes em diversas regiões do Brasil e leva o nome do município para importantes eventos do setor agropecuário.
Uma das maiores conquistas aconteceu em 2022, durante a Expointer, considerada a maior feira agropecuária da América Latina. A fêmea Aurora TE 400 Resource Sarita da SMEC conquistou o Primeiro Prêmio da Quarta Categoria e o título de Reservada Terneira Menor da 45ª Expointer, promovida pela Associação Brasileira de Angus.
Para quem começou apostando em uma pequena comunidade do interior gaúcho, a conquista representou muito mais do que um troféu. Foi a confirmação de que investir em genética de qualidade era o caminho certo.
O crescimento da empresa foi tão expressivo que Sidnei tomou uma decisão definitiva: deixar a carreira na indústria para dedicar-se integralmente ao agronegócio. Hoje, participa de feiras, exposições e eventos pelo país, levando o nome de Porto Vera Cruz para algumas das principais vitrines da pecuária brasileira.
Agora, a SMEC prepara mais um importante capítulo de sua trajetória. Em outubro deste ano, deverá realizar o primeiro leilão próprio da história da empresa, reunindo animais selecionados e consolidando um trabalho construído ao longo de anos de dedicação e visão de futuro.
Mais do que uma empresa, a SMEC representa uma homenagem familiar. Sidnei costuma dizer que seguir o legado deixado pelo avô é algo que o transforma diariamente. O amor pelos animais, herdado ainda na infância, continua presente em cada decisão tomada dentro da propriedade.
Para ele, o sucesso alcançado não se resume aos prêmios, aos resultados ou ao crescimento da empresa. A SMEC é também uma forma de manter viva a memória do avô que despertou sua paixão pelo campo e esteve ao seu lado nos primeiros passos dessa caminhada.
“Eu sinto que estou honrando tudo aquilo que ele me ensinou. A SMEC é uma forma de agradecer e manter vivo esse legado”, resume Sidnei.
A história de Sidnei Schuc mostra que grandes resultados não dependem do tamanho da cidade onde nascem. Em Porto Vera Cruz, um município de pouco mais de 1,5 mil habitantes, uma paixão herdada do avô atravessou gerações, transformou-se em negócio e hoje produz genética reconhecida em todo o Brasil.
Por JAC NEWS - Ronaldo Pinheiro